Sete tendências de marketing

2015? Eis as sete tendências de marketing na opinião da EDC

Uma boa estratégia ou campanha de marketing pode ditar o sucesso de uma empresa, ideia, negócio ou produto. No entanto, se não for eficiente poderá também ter um perigoso efeito negativo que coloca em causa a viabilidade de objetivo traçado. As regras do jogo estão a mudar. A tecnologia, o maior nível de conhecimento das pessoas em geral, as novas ferramentas de interação, as prioridades impostas pela nova sociedade, os novos modelos de consumo e as alterações do perfil do consumidor são apenas alguns dos fatores que obrigam as equipas de marketing a seguirem constantemente as novas tendências, sob pena de criarem campanhas de baixo impacto. O segredo para o sucesso? Valorizar o alcance das redes sociais, o poder do vídeo, a versatilidade do online, a capacidade de atração dos conteúdos de qualidade e o ajuste dos mesmos às diferentes plataformas, perceber o potencial da mobilidade e garantir uma correta análise, e aplicação de toda a informação privilegiada que vai reunindo dos clientes em campanhas personalizadas e muito mais eficientes.

Este manual da EDC dá-lhe a conhecer as principais tendências de marketing para este ano. O nosso objetivo passa por lhe oferecer algumas ferramentas que permitam uma antecipação das necessidades e requisitos para 2015. Num mercado cada vez mais competitivo, a diferenciação é feita através de uma oferta bem direcionada para o público pretendido, no momento correto. O time-to-market é essencial para o sucesso de uma qualquer ação de marketing, no entanto, o contexto é cada vez mais uma das áreas chave para a sua eficácia.

Independentemente do mercado alvo, existem pontos comuns que orientam as estratégias de marketing para um maior nível de eficácia e de retorno.

Conteúdos
1) Reformatação de conteúdos de qualidade

O crescimento do marketing de conteúdos disparou em 2014, com muitas empresas a exigirem a criação de conteúdos de qualidade, em detrimento da quantidade. A importância passa a estar centrada na qualidade da escrita e na adequação dos conteúdos às diferentes plataformas que existem. Cada uma delas possui regras específicas que têm que ser seguidas para que a informação chegue corretamente ao público-alvo. Existem inúmeras ferramentas que podem ser usadas para enriquecer os conteúdos, desde imagens a infografias, passando pelos vídeos. No entanto todas elas terão que ser corretamente aplicadas com base na plataforma pensada. A utilização que cada consumidor faz das distintas plataformas é diferente, e é neste ponto que a criação de conteúdos deve estar centrada.

Social Media
2) O poder das redes sociais e as publicações pagas

Quase todas as empresas já têm uma página nas redes sociais, nomeadamente, no Facebook, seja por moda ou quase “obrigações”, ou por perceberem realmente que a visibilidade que as redes sociais dão às marcas e aos produtos é muito importante para atingir e fidelizar mais clientes. Seja qual for a razão, as redes sociais são importantes ferramentas de marketing, mas a sua utilização tem que ser feita de forma cuidada e estratégica. Existem já muitos exemplos de marcas que, por não gerirem bem a informação e os conflitos, acabam por ser alvo da “fúria” dos utilizadores no Facebook. O segredo, neste caso, é dosear a informação divulgada com objetivos previamente definidos. Os posts têm que ser bem construídos. A visibilidade que estes têm está condicionada aos horários de publicação dos mesmos, aos elementos gráficos que integram e mesmo à linguagem utilizada. Numa fase inicial, as marcas usavam e abusavam dos posts numa luta pelo melhor espaço na cronologia dos utilizadores. No entanto, nas redes sociais quantidade não é sinónimo de eficácia. As publicações pagas através do sistema oferecido pelo Facebook conquistam uma visibilidade extra e consegue cumprir os objetivos pretendidos muito mais rapidamente. O sucesso do serviço pago conduz a uma seleção mais criteriosa dos conteúdos a publicar. As marcas devem analisar melhor o algoritmo do Facebook que promove as mensagens populares e estudar a mensagem que realmente querem passar. Isso resultará numa experiência mais positiva para o utilizador final, e vai forçar as empresas a garantir uma comunicação mais direcionada e interativa.

Mobilidade
3) Mobilidade em primeiro lugar

A maior parte das marcas pensa primeiro os seus sites para um ambiente mobile, e só depois para um ambiente de desktop. As pequenas e médias empresas têm sido mais lentas na adoção desta política. A importância da área de analytics é inegável e está a crescer. Os detentores dos sites começam finalmente a perceber que mais de 40% do tráfego vem das plataformas móveis, sejam smartphones ou tablets. Isto promove a tendência para a mobilidade ser colocada no centro das estratégias.

Video
4) Vídeos que procuram desencadear ações

Os pequenos vídeos que são carregados na plataforma interna do Facebook tornaram-se um sucesso ao longo de 2014. Por regra espelham pequenos momentos de diversão pessoal, ou mensagens específicas. No entanto, as empresas estão a perceber que estes poderão ser um veículo privilegiado para promover a interatividade entre as marcas e os consumidores. Em 2015, estas plataformas serão cada vez mais utilizadas para divulgar vídeos provocadores que têm como objetivo desencadear uma determinada ação/comportamento por parte do utilizador. Estes serão sempre acompanhados por um link direcionado para o local esperado, para que as empresas possam redirecionar o tráfego do Facebook para os seus portais ou sites.

Clientes
5) Uma unidade de Dados de Clientes

Conhecer o cliente é essencial para que todas as tendências já mencionadas funcionem. Vivemos na era dos dados. Diariamente as marcas recolhem informação valiosíssima dos clientes, a partir dos mais distintos locais. Os gostos, as preferências, os comportamentos, as ambições. No entanto, se estes dados não forem tratados e analisados, a segmentação que vai conduzir a uma otimização dos resultados de cada campanha não será eficiente. É esta informação pessoal sobre cada cliente que vai permitir ações de marketing personalizadas, com um grau de sucesso muito maior. Estes dados permitem também ficar a conhecer os comportamentos dos clientes. Que plataformas usa, quando, de que forma, como é feito esse acesso e durante quanto tempo. Este conhecimento dita a forma correta como os conteúdos devem ser criados. Até agora os departamentos de marketing têm estado presos a um modelo de atuação tradicional, que já perdeu parte da sua eficácia no mundo digital onde vive um consumidor mais informado, mais exigente e menos paciente. À medida que estas iniciativas de recolha de dados aumentam, as marcas poderão mais facilmente e rapidamente chegar a clientes específicos. O consumidor atual privilegia uma abordagem pessoal, dedicada, quase exclusiva, seja via online ou através de ações de marketing via telefone com geração de leads, e apoio de dedicado através do call center. As marcas que conseguirem garantir este tipo de serviço, serão as vencedoras.

Voz
6) A voz ainda é importante

O mundo digital fez também com que o contacto pessoal ou telefónico com o cliente fosse relegado para segundo plano. Com a grande facilidade de comunicação que nos dá o email marketing e as restantes ferramentas digitais, há cada vez menos contacto direto com os clientes e prospects. Há cada vez mais empresas a identificar esta oportunidade e a realizar ações de marketing, acompanhadas de uma campanha de lead generation telefónica. Isto faz com que a própria campanha tenha resultados mais concretos e “palpáveis”, com as empresas a conseguirem angariar prospects sobre os quais têm várias informações para poderem modelar melhor a apresentação dos seus produtos. Será uma tendência que deverá continuar a crescer.

Voz
7) Ações de Marketing Online

As ações de marketing online têm um objetivo muito específico: a obtenção de leads através de um site, com a ajuda de conteúdos criados para atrair a atenção de um determinado público-alvo. Esta é uma área que está cada vez mais a demonstrar todo o seu potencial e, como tal, a ser utilizada pelas empresas. Os avanços que têm sido feitos na análise das vantagens garantidas pelos processos de Search Engine Optimization colocam esta área de intervenção no topo das prioridades das empresas, nomeadamente das empresas com quadros administrativos mais jovens que percebem que um plano de marketing digital é tão importante como uma montra de uma loja numa rua importante. Esta percepção dá origem a um aumento do conteúdo inteligente que está a ser criado e distribuído online. Os processos de angariação e fidelização de clientes vão ficando cada vez mais inteligentes, precisos e eficazes, à medida que as equipas investem tanto na forma como apresentam os conteúdos, como na geração de conteúdo em si.