Atualmente, as notícias falsas na Internet estão a tornar-se cada vez mais comuns. Por isso, é mais difícil distinguir se o que lemos é fiável ou não.
Conseguir espaço nos meios de comunicação social está a tornar-se mais difícil. Ao mesmo tempo, assistimos à divulgação de todo o tipo de informação na Internet. Isto inclui conteúdos que nem sequer são validados, o que compromete o debate livre e informativo.
As notícias falsas, como são vulgarmente conhecidas, têm como objetivo divulgar informações falsas ou criar rumores. Desta forma, afetam a credibilidade de quem as comunica.
Infelizmente, estas notícias podem afetar-nos a todos. Isto aplica-se a pessoas, empresas e qualquer tipo de negócio. Se surgirem notícias falsas sobre nós, isso afetará, consequentemente, a nossa atividade e a nossa marca. De facto, há vários exemplos de pessoas e empresas prejudicadas por notícias falsas.
Meios de comunicação sem protocolos de verificação de informação
A Iberifier (um observatório de meios de comunicação digitais em Portugal e em Espanha) publicou um estudo este ano. O estudo revela que mais de metade dos meios de comunicação não dispõe de protocolos de verificação de informação. Além disso, 80 % não recebeu formação adicional em verificação de factos.
«A partir de uma série de entrevistas realizadas pelo Observatório Ibérico dos Meios de Comunicação Digitais (Iberifier) em setembro e outubro de 2022 com 17 diretores e editores de empresas de comunicação social em Portugal, verificou-se que mais de metade (58 %) dos órgãos de comunicação social não dispõe de um protocolo de verificação da informação e que cerca de 80 % não recebeu formação adicional em verificação de factos.» (dados retirados de uma notícia publicada no jornal Público)
Precisamos de compreender como podemos impedir e identificar as notícias falsas
Ajudar a pôr fim a esta situação é muito simples: basta denunciar o conteúdo, mesmo que não o afete diretamente. Pense nisso como uma forma de ajudar outra pessoa que se encontre nesta situação. Existem também inúmeras ferramentas que ajudam a prevenir a disseminação de informações falsas.
O primeiro conselho é também um dos mais eficazes. Evite obter informações através de mensagens enviadas por outras pessoas.
No que diz respeito a imagens, a ferramenta Google Imagens permite-lhe carregar uma fotografia. Depois, pode procurar imagens idênticas já publicadas noutro local, num contexto diferente e numa data diferente.
No caso de informações textuais, uma das primeiras coisas que deve fazer é pesquisar o assunto utilizando palavras-chave. Se a informação for escassa, é muito provável que não seja verdadeira.
Estas notícias costumam espalhar-se através das redes sociais. Existem também inúmeros sítios Web dedicados exclusivamente a notícias falsas nos países europeus. No entanto, utilizam endereços IP registados no Texas, o que torna mais difícil a sua localização.
O papel de uma agência de Comunicação
A imprensa enfrenta também um grande desafio. Tem de verificar as informações e estar preparada para lidar com a disseminação de notícias falsas. É aqui que o papel de uma agência de Comunicação e de um gabinete de imprensa se revela essencial.
As notícias espalham-se em questão de segundos. Por isso, enquanto agência, cabe-nos agir ainda mais depressa do que a informação se torna viral nas redes sociais.
Outro fator essencial na gestão de um eventual caso de notícias falsas é a preparação do consultor. O objetivo é uma resposta rápida, capaz de limitar a propagação de inverdades que possam afetar a reputação do cliente.
Na EDC, pode contar com uma equipa profissional e especializada. Está pronta a ajudá-lo em qualquer situação, mantendo os meios de comunicação a par das atividades da sua marca/empresa. Além disso, divulga informações essenciais de forma eficaz.
A luta contra esta desinformação tem sido um esforço conjunto de todos.
Em Portugal, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) tem trabalhado em parceria com outras entidades. Juntos, têm vindo a desenvolver estratégias com o objetivo de minimizar o fenómeno da desinformação em Portugal.